As crianças agressivas são um problema?

É bastante normal que meninos e meninas passem por uma fase em que as expressões agressivas são dominantes. Gritos, birras, choros frequentes, tapas e pontapés, são apenas algumas das manifestações com as que os pais são obrigados a lidar.

O que fazer diante de um quadro assim? Até quando ser tolerante? É preciso castigar? Como saber se a agressividade da criança é um problema? Veja neste artigo algumas dicas importantes para conseguir superar este problema.

1) Nem toda irritação é negativa

Os especialistas em psicologia infantil advertem que as atitudes hostis das crianças, muitas vezes, são necessárias. A agressividade aparece de forma natural e faz parte do processo de desenvolvimento, ajudando a demarcar e consolidar a independência desse menino ou menina.

Por isso, é muito importante não atribuir uma carga constantemente negativa a essas expressões. Os pais devem ser compreensivos, entender de onde vêm e se antecipar, para melhor controlar as crianças.

As crianças precisam compreender a necessidade de controlar seus impulsos. A capacidade dos genitores de colocar limites firmes é o que as ajudará a crescer fortes e independentes.

2) A agressividade constante

É quando a situação começa a fugir ao controle dos pais que a agressividade passa a ser uma constante. Os especialistas lembram que esse comportamento hostil, antes de mais nada, é a expressão desorganizada das emoções da criança, que emergem por um canal mais impulsivo, "menos correto".

Não deixa de ser um pedido para que os pais olhem para esta criança, prestem atenção nela. Se, numa situação de agressividade, este menino ou menina é punido, mas na seguinte vez é ignorado, fica irremediavelmente confuso, com problemas para distinguir o certo do errado. Daí a importância dos pais definirem claramente os limites e serem coerentes com eles.

3) Como reagir?

Lidar com os episódios de agressividade dos filhos não é fácil. O mais normal é que eles acabem provocando agressividade no adulto, seja por manifestações verbais ou através de castigos físicos. Isso deve ser evitado.

O segredo é ser capaz de mostrar à criança que é possível reagir de formas não agressivas, destacando como a relação com o outro e o ambiente muda se o comportamento é menos hostil.

Não se trata de assumir uma postura passiva, mas de recompensar a criança cada vez que ela tem uma ação não agressiva. Um simples elogio já funciona nestes casos. O processo disciplinar pode até incluir castigos, para que a criança consiga compreender a dimensão negativa da agressividade, porém eles precisam ser coerentes com a dimensão do ato agressivo e de curta duração.

Foto: por jing.dong (Flickr)